segunda-feira, 23 de junho de 2008

Cair do salto


Uma verdadeira arma de arremesso... uma sandália capaz de arrasar com alguns insectos e até mesmo vermes (coisa que não vai faltando por aí). O meu voto vai para o "sim" às sandálias exterminadoras. Mas não era disto que queria falar, embora ande à volta dos saltos altos e de alguma pressão que nós, mulheres, ainda sentimos. Não sei se por imposição da sociedade, se por uma rotina que criei ou se pelo meu instinto eminentemente feminino... não conheço em concreto a razão, mas certo é que sigo diariamente um conjunto de tarefas sem as quais não consigo sair de casa. Cuidados mínimos com a aparência - chamemos-lhe assim. (Vaidade,outros dirão) Por força desses "imperativos", e por força do relógio, descuro noutras coisas. Foi o caso de hoje. Fui para o local de trabalho sem apertar as sandálias que calçava, tentei depois apertá-las apressadamente, rebentaram-se-me, fiquei descalça no sentido figurado e com um grande problema de aparência. Afinal, não é nada bonito andar com calçado maltratado.

Fui!


Ok, ok... ainda não fui mas, se Deus quiser, hei-de ir de férias muito em breve. Para ser mais concreta, dentro de quatro dias. Ansiosa? Sim, e cansada, e entediada, e pelos cabelos desta fúria que é a mesma de sempre do dia-a-dia. Espero que o cruzeiro me dê a capacidade de, na volta, enfrentar o quotidiano com mais alegria.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Chefes destes...


Existe um certo discurso "tipo" entre alguma ou mesmo toda a classe patronal. O discurso do "Quem está mal, muda-se". Simples e eficaz. O trabalhador nunca é obrigado a nada, a empresa é cumpridora e rege-se pelas leis do Código do Trabalho vigente. Isto, é claro, aos olhos de quem está de fora. Porque, na realidade dos factos, no interior de cada "nicho" laboral, há sempre conflitos intermináveis entre patrões e funcionários. Os "chefes" fazem-se valer dos galões para mandar a seu bel prazer. Tomam as atitudes que bem entendem para com os trabalhadores, exigem, exigem, exigem sem que da outra parte da trincheira também se possam fazer ouvir e concretizar reivindicações. Chefes destes, poderia eu dizer, "dispenso"... Mas, infelizmente, tenho que me submeter aos mandos e desmandos e às injustiças diárias a que assisto diariamente no local de trabalho. Afinal, ainda não ganhei coragem para a tal mudança do discurso.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Temo uma guerra civil


Já nem sei onde isto começou. Acho que nem em meados do século XIX quando se iniciou o uso do petróleo como nova fonte de energia. Mas sei qua a Humanidade não se está a adaptar à possibilidade de o crude acabar. À falta de alternativas, sobram lutas sectárias, violência e confusão nas ruas. Foram os pescadores, são os agricultores, agora os camionistas... todos reclamam medidas do Governo ou apoios. Motivo: a alta desenfreada do preço do petróleo. Poderá o Executivo tomar medidas sustentáveis e que, a longo prazo, não deixem o nosso psís ainda mais debilitado economicamente? Hoje ouvi um camionista dizer que se nada for feito haverá uma guerra civil. Uma ideia que já assolou o meu pensamento. Afinal, porque continuará Portugal a ser um cantinho pacífico "à beira-mar plantado"? Não vejo respostas, de parte alguma, só reivindicações... e os bens de primeira necessidade a escassear. Também já não há combustíveis para abastecer o automóvel. Espero que este caminho nubloso siga para bom porto (embora nem eu própria acredite na concretização deste desejo).

Aos chatos (ou do inglês "pain in the ass")


... comam All Bran!
(há dias assim, em que a paciência escasseia e as irritações externas abundam)

domingo, 1 de junho de 2008

Mais uma estrela no céu?


Pelo caminhos e pelos vícios nefastos que leva, a Amy Winehouse não vaticinam grande futuro. É uma execelente cantora, com uma voz poderosa e invulgar, reconhecida mundialmente... Tem todos os ingredientes para continuar a ser uma estrela no mundo da música. Mas parece que quer tonar-se em mais uma estrelinha no céu, privando-nos do seu talento. O alcoolismo, a toxicodependência, a recusar em se tratar - que lhe são apontados - leva-me também a pensar que podemos perder Amy Winehouse.

O voo de Ferreira Leite


Depois de se decidir em avançar para as directas do PSD, depois de levar vantagem durante a campanha, depois de vencer as eleições e tornar-se a primeira mulher a liderar o Partido Social Democrata, que se seguirá na vida política de Manuela Ferreira Leite? Conseguirá ela dar um salto ainda maior e resistir à desfragmentação que vive o PSD? Conseguirá sobreviver, intacta no lugar do líder, até às eleições governativas de 2009? Conseguirá ela "atirar-se" a José Sócrates (como quem se atira às feras) e roubar-lhe, legitimamente, o cargo de primeiro-ministro? Concretizados todos estes desideratos, continuará Ferreira Leite com a obsessão do défice? Preocupo-me. Talvez falte ao governo de Portugal a sensibilidade feminina mas não o carácter duro e frio desta senhora. No combate Sócrates vs Ferreira Leite, quem ficará "ko"? Ou teremos de ser nós, portugueses, a atirar a toalha ao chão e desistir do nosso país?...