segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Puro sarcasmo...


... da minha parte, mas não resisto:
Caem aviões em Nova Iorque,
faz frio no mau país;
fazem-me falta as férias,
p´ra sentir feliz!

Ah, outra... se em terra o que os aviões fazem é aterrar, e no mar o verbo usado é amarar, qual a palavra a utilizar quando a abordagem é feita num rio? "Arriar"?? Afinal, os mais de 150 passageiros do aparelho da US Airways salvaram-se porque caíram no rio Hudson, e não no mar...
Esta língua portuguesa...

Oliveira e Costa onde?!??!


A Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso BPN (ou ao porquê da nacionalização deste banco) teve a brilhante ideia de chamar um arguido (???) ao Parlamento, para que este falasse sobre o assunto "Banco Português de Negócios", que está tão somente em segredo de Justiça. Duas duas uma:
1 - ou os nossos inteligentíssimos representantes parlamentares se esqueceram que Oliveira e Costa jamais diria algo que o comprometesse sobre o caso (não estivesse ele encarcerado em vigor da investigação criminal...);
2 - ou existe um qualquer poder persuasivo (que eu desconheço) entre os deputados daquela comissão que os levou a convocar Oliveira e Costa, convencidos de que o ex-presidente do BPN iria revelar no Parlamento o que não tem feito à PJ: como roubar um banco e aqueles que nele investiram.
É claro que Oliveira e Costa nada disse. Ou melhor, para ser mais exacta, afirmou à Comissão de Inquérito que não falava.
Enfim, puro desperdício de recursos! Este nosso Parlamento não deve ter mesmo mais com que se ocupar...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Aos que se têm como meus amigos...


"Amigo é aquele que te socorre, não quem tem pena de ti."
Tudo dito.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

BPN de "Bufunfa* Para Nós"


Bom, este nós não se refere naturalmente ao comum dos clientes do banco... mas antes a uns quantos gestores que levaram o BPN à quase ruína. Pormenores não os conheço, mas isso também não é de admirar. Nem o próprio Ministério Público ou as autoridades de supervisão bancárias portuguesas saberão, a fundo, o que se passou na gestão do banco. Certo é que o Governo se viu obrigado a intervir, alegadamente para salvaguardar os interesses dos "depositantes". Um desses depositantes é o próprio Estado - 250 milhões de euros numa conta da Segurança Social - destinada a pensões - e outros 250 milhões oriundos de vários organismos públicos como a CGD (onde de resto eu tenho conta!...). Ouço por aí muita gente criticando o facto do Executivo ter socorrido o BPN, quando as empresas na falência, os desempregados, os pobrezinhos, blá, blá, blá,... por eles nada faz. Eu concordo com a intervenção estatal, pena que tenha sido tão tardia. O que me irrita profundamente é o descaramento do governador do Banco de Portugal (BdP). Vítor Constâncio disse-se surpreendido com a situação a que chegou o BPN. Ora, é cada vez mais do domínio público que o BdP já havia sido alertado, diversas vezes, para as irregularidades que se passavam no banco. Algo vai mal com o sr. Constâncio. Pena que não possa ser dispensado tal como um ministro que se demite. Quem será que o comprou? Será que também está integrado naquele "nós" de que eu falava inicialmente?...

* Dinheiro, no Português do Brasil

Vai lá vai, até o Barack Obama...


Sinto que hoje vivo um dia histórico, um dia que vai ficar nos anais da política internacional - o dia em que a América elegeu o seu primeiro presidente negro. Mais do que uma machadada no racismo - que continuará a existir - espero que seja o início do fim de uma América colonizadora, dominadora e conflituosa. Aguardo pelas mudanças que Barack Obama pormeteu como, por exemplo, o fim da guerra no Iraque. Mas, tal como não acredito em fadas, também não creio que essa ruptura se faça rápida e radicalmente. Espero por um mundo melhor, menos capitalista, menos dependente da loucura das bolsas, mais desoprimido do poder do petróleo. Com todas as limitações inerentes, faço a minha parte. Exijo o mesmo dos outros!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Ainda a "morte" de Ferreira Leite


Como é sabido, considero que a líder do PSD cometeu um grande erro ao discordar do aumento do salário mínimo nacional para os 450 euros. Mas sobre esta questão ainda consigo ser mais surpreendida. Desta feita com um senhor chamado Augusto Morais. O presidente da Associação Portuguesa de Pequenas e Médias Empresas disse, nada mais nada menos, que se a proposta do Governo seguir mesmo adiante então os associados desta ("bendita") associação devem negar-se a renovar os contratos a termo certo. Que belo apelo, a bem da nação e dos compatriotas desse Augusto Morais!... Por pouco mais de um euro por dia mais vale mandar o trabalhador embora. Afinal, serão menos uns cafés e umas "bjecas" que o patrão terá de abdicar. É o país e os empresários que temos.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Kamikaze à portuguesa (ou à PSD)


Chamem-lhe obsessão pelas contas públicas, insistência em ser oposição ou simplesmente estratégia típica de um suicida... certo é que - parece-me - Manuela Ferreira Leite não está a ser propriamente inteligente ao criticar a proposta do Governo em aumentar o salário mínimo nacional de 426 para 450 euros. Diz a líder do PSD que as finanças nacionais não se podem dar ao luxo de cometer tal loucura contabilística, tendo em conta, também, a crise financeira que atravessamos.
Tanto tema por onde fazer oposição, srª ex-ministra! Vai agora pegar em 24 euros!? É dinheiro que certamente será bem aproveitado por aqueles que necessitam mais que a doutora! Ainda para mais, tendo em conta que se pretende reformar. Não? Então vai mesmo concorrer às eleições em 2009?? Bom, ninguém diria... a mandar estas farpas ao povo português, não espere vencer o escrutínio.