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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

BPN de "Bufunfa* Para Nós"


Bom, este nós não se refere naturalmente ao comum dos clientes do banco... mas antes a uns quantos gestores que levaram o BPN à quase ruína. Pormenores não os conheço, mas isso também não é de admirar. Nem o próprio Ministério Público ou as autoridades de supervisão bancárias portuguesas saberão, a fundo, o que se passou na gestão do banco. Certo é que o Governo se viu obrigado a intervir, alegadamente para salvaguardar os interesses dos "depositantes". Um desses depositantes é o próprio Estado - 250 milhões de euros numa conta da Segurança Social - destinada a pensões - e outros 250 milhões oriundos de vários organismos públicos como a CGD (onde de resto eu tenho conta!...). Ouço por aí muita gente criticando o facto do Executivo ter socorrido o BPN, quando as empresas na falência, os desempregados, os pobrezinhos, blá, blá, blá,... por eles nada faz. Eu concordo com a intervenção estatal, pena que tenha sido tão tardia. O que me irrita profundamente é o descaramento do governador do Banco de Portugal (BdP). Vítor Constâncio disse-se surpreendido com a situação a que chegou o BPN. Ora, é cada vez mais do domínio público que o BdP já havia sido alertado, diversas vezes, para as irregularidades que se passavam no banco. Algo vai mal com o sr. Constâncio. Pena que não possa ser dispensado tal como um ministro que se demite. Quem será que o comprou? Será que também está integrado naquele "nós" de que eu falava inicialmente?...

* Dinheiro, no Português do Brasil

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Volatilidade das bolsas


Não percebo nada de mercados financeiros mas é impressionante como podemos andar todos loucos e a viver quase em função das oscilações dos mercados financeiros internacionais. Mais me impressionou a disparidade do que se passou entre esta 5ª feira, 18 de Setembro - com quedas abruptas nos mercados - e o dia seguinte, com as valorizações a nível mundial e que levaram a Euronext Lisboa à mais expressiva escalada de sempre!! Tudo porquê? Porque o senhor Bush mostrou mais uma vez como manda no mundo... Decidiu ajudar as instituições financeiras americanas em dificuldade e... "voilá"! Eis que, para já, o espirro não se transforma em constipação financeira para o mundo. Mas falo com as devidas reservas porque, de hoje para amanhã, tudo muda. Os mercados financeiros são quase como a meteorologia: incerta. No entanto, transtornam muito mais a nossa vida sem que percebamos.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Temo uma guerra civil


Já nem sei onde isto começou. Acho que nem em meados do século XIX quando se iniciou o uso do petróleo como nova fonte de energia. Mas sei qua a Humanidade não se está a adaptar à possibilidade de o crude acabar. À falta de alternativas, sobram lutas sectárias, violência e confusão nas ruas. Foram os pescadores, são os agricultores, agora os camionistas... todos reclamam medidas do Governo ou apoios. Motivo: a alta desenfreada do preço do petróleo. Poderá o Executivo tomar medidas sustentáveis e que, a longo prazo, não deixem o nosso psís ainda mais debilitado economicamente? Hoje ouvi um camionista dizer que se nada for feito haverá uma guerra civil. Uma ideia que já assolou o meu pensamento. Afinal, porque continuará Portugal a ser um cantinho pacífico "à beira-mar plantado"? Não vejo respostas, de parte alguma, só reivindicações... e os bens de primeira necessidade a escassear. Também já não há combustíveis para abastecer o automóvel. Espero que este caminho nubloso siga para bom porto (embora nem eu própria acredite na concretização deste desejo).

domingo, 1 de junho de 2008

Grande lata!...


A Galp, tentando minorizar os efeitos do boicote aos combustíveis das distribuidoras portuguesas (marcado para estes primeiros dias de Junho), decidiu dar uma esmola aos clientes. Se não é esmola é um sedativo para que nos esqueçamos dos constantes aumentos no preço do gasóleo e gasolina nos últimos tempos!... Dia 30 de Maio, ao final do dia, soube-se da excelente notícia que é a descida em um cêntimo nos custos por litro dos combustíveis da Galp. É de louvar esta medida desinteressada, que nada terá a ver com o boicote. Pena que na próxima semana, o mais tardar até meio do mês, a distribuidora volte a aumentar os preços. Mas atenção: a subir nunca será em um cêntimo, no mínimo dois, ou três... porque não 10?!? Isto é, juntar-se-iam todos os aumentos de Junho e Julho de uma só vez. Talvez os portugueses não se sentissem tão ludibriados...

sábado, 24 de maio de 2008

Credo para o crude!


Esta escalada do preço do petróleo está a dar connosco em doidos! O crude sobe nos mercados internacionais, as bolsas andam loucas e as petrolíferas seguem a tendência. Engraçado é que uma subida hoje no mercado do crude só teria repercussões em Portugal - já que é como cidadã portuguesa que falo - daqui por algumas semanas. Outro dado curioso é que o euro está mais valioso que o dólar. Só por estes factos, nós europeus não seríamos tão prejudicados com toda esta conjuntura. Mas, eis senão quando, as companhias que operam por cá - Galp´s, BP´s e companhia - apressam-se a encarecer o preço do gasóleo e da gasolina algumas vezes por semana. A Galp até já alega que, a continuar a situação, terá de fechar alguns postos de distribuição... Pobre empresa... Pobres de nós, ora essa, que temos de sustentar cada vez mais "aproveitadores"! O Governo defende-se: não pode baixar o Imposto sobre Produtos Petrolíferos que corresponde, tão somente, a mais de 60% do que pagamos por um litro de combustíveis. A Autoridade da Concorrência (AdC) investiga - "haverá cartelização?" (questiona a AdC). Mesmo que haja, de nada serve saber pois a AdC, o Presidente da República, o ministro da Economia ou José Sócrates nada farão contra os interesses económicos instituídos. Enquanto isso, lá continuamos nós a "dar o litro"!

sábado, 10 de maio de 2008

Diminua a sua pegada ecológica


A "pegada ecológica" não é mais que uma forma de medir o impacto humano no planeta Terra. Permite-nos reflectir sobre os nossos hábitos de vida e consumo e ver como podemos diminuir esse impacto. Quantas Terras "comemos"? Quais os recursos utilizados e os resíduos gerados por uma dada unidade de população? É isso a "pegada ecológica". Há que lembrar que o planeta é da geração actual e das gerações vindouras. Por isso, guardemos um pouco (pelo menos) para os que hão-de vir.