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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Uma boa notícia!!


Confesso que me senti verdadeiramente radiante, ontem, quando ouvi pela rádio que Fernando Nobre, presidente da Assistência Médica Internacional, vai candidatar-se à Presidência da República. Tal como a maioria dos cidadãos portugueses, julgo eu, sinto um descrédito em relação à política. Não acho que a maioria dos nossos representantes nos órgãos de Estado e de poder o façam por vocação mas antes pela necessidade básica de sobrevivência (neste caso, sobrevivem e vivem muito bem!!...).
Há muito que admiro o percurso de vida de Fernando Nobre, um homem capaz de dedicar toda a sua vida aos outros, percorrendo o mundo todo na ajuda médica que ele e a sua equipa prestam. A certa altura vi um documentário sobre ele e pensei que eu jamais seria capaz de tamanho altruísmo. Reconheço, todavia, que uma vida levada daquela forma deve ser vivida em pleno. Há poucas coisas mais satisfatórias do que a sensação de ajuda ao outro.
Agora vejo a possibiliadde de Fernando Nobre ser o meu Presidente da República. Já votei nele, como é evidente. Gostaria de ver mais figuras da sociedade civil e capazes de "arregaçar as mangas" a tomar conta deste país. Pessoas sem medo de falar nem de agir, com a coragem suficiente para pôr certos indivíduos no seu devido lugar, com a audácia de fazer frente a lobbies e interesses económicos. Quem sabe se o Fernando Nobre não será o início de uma lufada de ar fresco no nosso Portugal de políticos duvidosos...

sábado, 4 de julho de 2009

O ministro que quis pôr pinho na cabeça de outro


O ex-ministro da Economia de José Sócrates perdeu o posto porque se irritou e "passou-se" com Bernardino Soares, líder da bancada parlamentar do PCP. Manuel Pinho insinuou que a testa do comunista estaria enfeitada de madeira. O célebre gesto de Pinho e a respectiva fotografia não serão esquecidos tão cedo. É quase cómica a imagem do ex-governante levando os dois dedos indicadores à testa. Quase cómica... não tivesse este incidente acontecido no Parlamento português e envolvendo alguém com bastante visibilidade. Seria em qualquer circunstância uma falta de respeito, é certo.
Todavia, para mim, não é motivo para demitir ou ser demitido. Acabou por ser um episódio caricato e pouco digno de um político. Há outras situações mais graves, que envolvem a má gestão dos dinheiros dos cidadãos, por exemplo, que implicam mentiras, que se relacionam com corrupção e ilícitos - essas sim deveriam conduzir ao afastamento de muitos agentes políticos (para me cingir a esta esfera, apenas).
O que uns fazem às claras (como apontar uns corninhos) leva a punições. E o que outros fazem às escondidas??

sábado, 16 de maio de 2009

Não passa "cavaco"...


Estou irritada com o nosso Presidente da República (PR). Nunca diz coisa nenhuma, não tem comentários a fazer, reserva-se sempre no direito a adiar "quaisquer declarações"... irra! Eu se fosse jornalista (ironia das ironias, já tive a carteira profissional), e se pudesse ser a minha própria editora (não nos iludamos, tudo neste mundo - até os media - obedece a uma hierarquia superior e não aos ditames deontológicos e profissionais) não lhe faria mais perguntas. Se Sua Excelência, o PR, não fala, nao comenta, não tem declarações a prestar... então que fique com elas de uma vez por todas e faça bom proveito. E que as guarde a sete chaves para nos poder surpreender nos discursos do 25 de Abril.
A última "piadinha" do nosso Chefe de Estado que me fez insurgir foi a da algibeira. Disse recentemente que não iria comentar os números da economia nacional porque os deixou "na algibeira do casaco", casaco esse que deve ter esquecido no hotel de 25 estrelas em que esteve hospedado na por esta altura quente Turquia. Para quê pensar na crise quando se tem pela frente um longo dia de sol e de belezas turcas?!? Assim é que é viver, senhor PR! O desemprego por cá (e por todo o lado) a aumentar e Sua Excelência a promover o turismo e os portugueses - coisa importante nesta altura, digo eu.
Não se esqueça é que nessa algibeira leva os euros dos portugueses que, enquanto lhes for permitido, vão fazendo alguma coisa pela vida e pelo ordenado ao fim do mês.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Oliveira e Costa onde?!??!


A Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso BPN (ou ao porquê da nacionalização deste banco) teve a brilhante ideia de chamar um arguido (???) ao Parlamento, para que este falasse sobre o assunto "Banco Português de Negócios", que está tão somente em segredo de Justiça. Duas duas uma:
1 - ou os nossos inteligentíssimos representantes parlamentares se esqueceram que Oliveira e Costa jamais diria algo que o comprometesse sobre o caso (não estivesse ele encarcerado em vigor da investigação criminal...);
2 - ou existe um qualquer poder persuasivo (que eu desconheço) entre os deputados daquela comissão que os levou a convocar Oliveira e Costa, convencidos de que o ex-presidente do BPN iria revelar no Parlamento o que não tem feito à PJ: como roubar um banco e aqueles que nele investiram.
É claro que Oliveira e Costa nada disse. Ou melhor, para ser mais exacta, afirmou à Comissão de Inquérito que não falava.
Enfim, puro desperdício de recursos! Este nosso Parlamento não deve ter mesmo mais com que se ocupar...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Vai lá vai, até o Barack Obama...


Sinto que hoje vivo um dia histórico, um dia que vai ficar nos anais da política internacional - o dia em que a América elegeu o seu primeiro presidente negro. Mais do que uma machadada no racismo - que continuará a existir - espero que seja o início do fim de uma América colonizadora, dominadora e conflituosa. Aguardo pelas mudanças que Barack Obama pormeteu como, por exemplo, o fim da guerra no Iraque. Mas, tal como não acredito em fadas, também não creio que essa ruptura se faça rápida e radicalmente. Espero por um mundo melhor, menos capitalista, menos dependente da loucura das bolsas, mais desoprimido do poder do petróleo. Com todas as limitações inerentes, faço a minha parte. Exijo o mesmo dos outros!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Ainda a "morte" de Ferreira Leite


Como é sabido, considero que a líder do PSD cometeu um grande erro ao discordar do aumento do salário mínimo nacional para os 450 euros. Mas sobre esta questão ainda consigo ser mais surpreendida. Desta feita com um senhor chamado Augusto Morais. O presidente da Associação Portuguesa de Pequenas e Médias Empresas disse, nada mais nada menos, que se a proposta do Governo seguir mesmo adiante então os associados desta ("bendita") associação devem negar-se a renovar os contratos a termo certo. Que belo apelo, a bem da nação e dos compatriotas desse Augusto Morais!... Por pouco mais de um euro por dia mais vale mandar o trabalhador embora. Afinal, serão menos uns cafés e umas "bjecas" que o patrão terá de abdicar. É o país e os empresários que temos.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Kamikaze à portuguesa (ou à PSD)


Chamem-lhe obsessão pelas contas públicas, insistência em ser oposição ou simplesmente estratégia típica de um suicida... certo é que - parece-me - Manuela Ferreira Leite não está a ser propriamente inteligente ao criticar a proposta do Governo em aumentar o salário mínimo nacional de 426 para 450 euros. Diz a líder do PSD que as finanças nacionais não se podem dar ao luxo de cometer tal loucura contabilística, tendo em conta, também, a crise financeira que atravessamos.
Tanto tema por onde fazer oposição, srª ex-ministra! Vai agora pegar em 24 euros!? É dinheiro que certamente será bem aproveitado por aqueles que necessitam mais que a doutora! Ainda para mais, tendo em conta que se pretende reformar. Não? Então vai mesmo concorrer às eleições em 2009?? Bom, ninguém diria... a mandar estas farpas ao povo português, não espere vencer o escrutínio.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Outro "mártire" Luther King?


Ao que tudo indica, Barack Obama irá ganhar as eleições presidenciais nos EUA. Será o primeiro presidente negro naquele país. Ontem foram detidos indivíduos suspeitos de o quererem matar, numa acção racista que envolveria outras vítimas. Já há americanos que vaticinam que Obama será assassinado daqui por dois anos...
Bom, espero que o sonho de Obama não se transforme no pesadelo e no termo da vida dele - tal qual aconteceu com Martin Luther King. Racismo há em todo o lado, até por parte daqueles que habitualmente se dizem vítima deste tipo de ostracização. E, embora o tema "cor da pele" não tenha sido abordado na campanha às eleições nos EUA, o certo é que incomoda muitos fundamentalistas e fanáticos.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

A montanha pariu um rato


Venho falar da comunicação inédita feita ontem, 5ª feira, ao país por Cavaco Silva, em horário nobre nas televisões portuguesas. Tanto alarido para falar do "não sei das quantas" dos Açores??!? Não me parece.
Segundo algumas fontes do PSD, o Presidente da República (PR) está com uma doença grave e era isso mesmo que pretendia anunciar ontem ao país, bem como a eventual renúncia ao cargo. Mas, à última da hora, os assesores lá conseguiram convencer Cavaco Silva a não avançar para já com a revelação e com esta decisão tão drástica. Se é verdade que o PR tenha uma doença grave, não posso afirmar. Mas que esta história da comunicação oficial foi estranha, lá isso foi... Senão vejamos: uma comunicação inédita, interrompendo as férias do próprio Cavaco Silva; para falar do estatuto político-administrativo dos Açores (matéria densa e desinteressante - digo eu); uso de uma linguagem que 50% dos portugueses não entendeu (sendo que outros 30% deixaram de ouvir a partir dos primeiros 20 segundos da comunicação).
De facto, como corroborou o comentador Mário Bettencourt Resendes, a montanha pariu um rato. Parece-me que este assunto dos Açores foi conseguido "à pressão", depois de tanta expectativa criada à volta da comunicação.

domingo, 20 de julho de 2008

Pudera!


Durão Barroso anunciou recentemente que admite recandidatar-se em 2009 à presidência da Comissão Europeia (CE). Quem o pode criticar? É tão só um dos homens mais influentes do mundo Ocidental. Porque não deve continuar nessa senda?... Decerto que por terras lusas o cherne não teria por onde levar as suas ambições a bom porto.
Já agora, fica o porquê da alcunha do nosso "homem duro". Durante a campanha eleitoral de 2002, a esposa de José Manuel Durão Barroso (como gosta de ser tratado desde que está na CE) dedicou-lhe publicamente este excerto de um poema de Alexandre O'Neill:

"Sigamos o cherne, minha amiga!
Desçamos ao fundo do desejo
Atrás de muito mais que a fantasia
E aceitemos, até do cherne um beijo,
Senão já com amor, com alegria..."

Da boca para fora


Disse um destes dias Manuela Ferreira Leite durante um jantar do PSD: José Sócrates só sabe governar em situação de "prosperidade" e que, pelo contrário, numa conjuntura de crise, o Executivo PS mostra-se desorientado. Mas, pergunto eu, que prosperidade, senhora??? Económica, social, cultural? Para nosso infortúnio, Portugal há longos anos que não vive nenhum destes cenários prósperos, ou em qualquer outro que me possa ocorrer. Foi uma afirmação infeliz de Ferreira Leite, fruto quiçá de alguma indigestão que a líder da oposição estaria a sofrer depois do repasto...

domingo, 1 de junho de 2008

O voo de Ferreira Leite


Depois de se decidir em avançar para as directas do PSD, depois de levar vantagem durante a campanha, depois de vencer as eleições e tornar-se a primeira mulher a liderar o Partido Social Democrata, que se seguirá na vida política de Manuela Ferreira Leite? Conseguirá ela dar um salto ainda maior e resistir à desfragmentação que vive o PSD? Conseguirá sobreviver, intacta no lugar do líder, até às eleições governativas de 2009? Conseguirá ela "atirar-se" a José Sócrates (como quem se atira às feras) e roubar-lhe, legitimamente, o cargo de primeiro-ministro? Concretizados todos estes desideratos, continuará Ferreira Leite com a obsessão do défice? Preocupo-me. Talvez falte ao governo de Portugal a sensibilidade feminina mas não o carácter duro e frio desta senhora. No combate Sócrates vs Ferreira Leite, quem ficará "ko"? Ou teremos de ser nós, portugueses, a atirar a toalha ao chão e desistir do nosso país?...

sábado, 24 de maio de 2008

Neto não, um filho bastardo


Neto da Silva, um dos até agora cinco candidatos à liderança do PSD, não está afinal na corrida às eleições directas. Tudo porque, segundo diz, não conseguiu reunir as 1500 assinaturas necessárias para se apresentar a eleições. Acrescentou o ex-candidato à TSF que "a maior parte dos militantes nem sequer teve conhecimento de que eu era candidato". Acho pouco provável. Eu, que não sou filiada em qualquer partido, sabia das intenções do senhor... como é possível que os militantes do PSD não soubessem? Das duas uma: ou não conversam entre si (será o "PPD-PSD" um partido de surdos?) ou não vêem as notícias. Aos social-democratas mais distraídos fica aqui uma informação que pode ser útil: as directas são dia 31 de Maio.

Canção do bandido


Não... desta feita não são o nosso primeiro e a nossa ministra da Saúde quem nos tentam passar a perna. Pelo menos não neste assunto que vou abordar. Verdade seja dita, Ana Jorge pouco tem feito desde que tomou posse para que seja alvo de uma ou outra crítica mais feroz. O mesmo não pode ser dito dos candidatos a líder social-democrata Manuela Ferreira Leite e Pedro Passos Coelho. Então não é que suas excelências defenderam o fim do Serviço Nacional de Saúde (SNS) tendencialmente gratuito? A ideia seria criar um SNS apenas para os pobres (e os mais abonados que pagassem). Sei que o SNS vai de mal a pior e que quem tem recursos socorre-se (literalmente) do serviços médicos privados. Mas, seria justo para com os mais desfavorecidos terem um SNS de segunda? E a classe média? Ver-se-ia na obrigação de ser saudável à força?
Ferreira Feite ou Passos Coelho, se alguma vez chegarem ao cargo de primeiro-ministro, parecem querer tratar-nos da saúde... isso sim!

sábado, 10 de maio de 2008

Quem tramou Alípio Ribeiro?


Alípio Ribeiro é amigo pessoal do ministro da Justiça, Alberto Costa, e foi para o cargo de director nacional da PJ por conta dessa amizade (e também dos seus méritos profissionais, é claro). Alípio Ribeiro "matou" o caso Maddie, no dizer de Marcelo Rebelo de Sousa, ao ter afirmado que foi precipitada a constituição como arguidos de Kate e Gerry McCann. Alípio Ribeiro falou demais quando defendeu que o Ministério da Administração Interna devia ser integrado no Ministério da Justiça, dando origem a um só organismo na gestão das polícias. Que ideia disparatada, Alípio! Onde já se viu unificar a organização da PSP, GNR, PJ, ASAE (porque não também Polícia Marítima, digo eu)!... Imaginem a quantidade de empregos (ou "tachos"?) que se iriam subtrair! É muito mais eficaz ter as polícias como estão, com sistemas de informação diferenciados, muitas vezes não compatíveis, e sem comunicação entre si.
Alípio Ribeiro foi contra a maré. Contrariou o pensamento dominante no Governo Sócrates. Teve ideias reformistas e demasiado ambiciosas. Pergunta: para se ser membro deste Governo há que obedecer à mesma cartilha?

Uma polícia condenada



A Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) é das polícias mais criticadas da nossa praça. Alvo de constantes ataques. Por parte dos seus alvos - comerciantes descontentes e irritados com tanta exigência - por parte de "lobys" como a Associação da Restauração e Miliares de Portugal/vulgo ARESP e, não podia deixar de ser, por parte da oposição. Paulo Portas deve ter uma quezília antiga com António Nunes, presidente da ASAE. O líder do CDS-PP tem arremessado várias farpas à polícia alimentar, tentando aniquilá-la. A última tem que ver com alegados obejctivos anuais que os inspectores da ASAE teriam de cumprir - encerrar "x" estabelecimentos, fazer "y" detenções. A polémica tinha sido abafada mas agora, passadas umas semanas, eis que volta à ribalta. Afinal, o tal documento com metas e resultados operacionais - que havia sido denunciado por Paulo Portas - existiu mesmo e foi enviado, por engano segundo a ASAE, para as delegações regionais desta polícia. Será a esperança média de vida da ASAE a mais reduzida das polícias portuguesas?

Magistrados vs Almeida Rodrigues



Muitos magistrados manifestam-se contra a nomeação de Almeida Rodrigues para a direcção nacional da PJ por este ser em elemento da própria Judiciária - por isso subordinado ao Ministério da Justiça - e não um magistrado de carreira - estes últimos alegam não obedecer a qualquer hierarquia. Sucede que desde 1945 que o cargo de dirigente nacional da PJ não era entregue a um polícia. Parece-me que os magistrados estão mais interessados em defender interesses corporativistas do que em assegurar a boa investigação de casos que envolvam a "alta roda" e os poderosos. Temem que a PJ fique sem magistrados doravante - mais um argumentro da Associação Sindical de Juízes [presidente na foto da esquerda]. Preocupem-se com a Justiça - que seja feita! - e não com os "tachos" ou com os cargos de antemão assegurados. Aceitem a mudança, poderá ser para melhor!

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Patinha, então?


O título deste texto também poderia ser "candidatura/s-fantasma". É demasiado óbvio de quem falo? Bom, de um certo candidato à liderança do PSD que pouco tem feito desde que anunciou a sua pretensão a líder. A verdade é que não tenho visto Patinha Antão. Santana Lopes anda "por aí"; Ferreira Leite janta quase diariamente com militantes; Passos Coelho desdobra-se em viagens pelo país das "bases" social-democratas; Neto da Silva - é certo - está feito com o Patinha Antão. Não aparecem, não fazem campanha, e se fazem isso não transpira para a comunicação social. É caso para dizer que existem candidaturas-fantasma neste período pré-directas no PSD. Pelo menos duas. Para já.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

República dos bananas


Rezam as notícias:

"Tal como os automóveis, as motas vão passar a ser obrigadas a inspecções periódicas. A ideia está a ser amadurecida no Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres que, contactado pela TSF, prevê a introdução desta regra a partir de 2009. (...) Jorge Viegas, da Federação Nacional de Motociclismo, diz que esta é uma medida para «mostrar trabalho», considerando que não e assim que o governo vai diminuir a sinistralidade."

Ora ainda bem que o nosso Governo teve esta ideia luminosa! Eu jamais pensaria em tal coisa porque... pensei que estivesse já em vigor... (Que desinformação, a minha!) Pergunto eu: não era suposto as motas irem à inspecção tal como os automóveis? Não são veículos motorizados que andam nas mesmas vias que os carros? Não se regem pelas mesmas regras e Código da Estrada? Não causam igualmente acidentes e matam? Se calhar, tudo isto é uma ilusão minha e, afinal, as motas estão "muito à frente" - como se costuma dizer por aí - e nem nunca precisariam de inspecção periódica. É um outro mundo que desconheço mas que se cruza com o meu - felizmente, nunca esse "cruzamento" foi desastroso.
É mais uma prova da "República das Bananas" que é este nosso portugalinho. Felizmente que temos governantes que se lembram destas medidas, a tempo e horas!

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Demissão de Menezes



O líder demissionário do nosso partido laranja vestiu a tanga de Durão Barroso e, tal como ele, "deu de frosques". Mas este por motivos diferentes. Menezes não aguentou a pressão e crítica internas. Mas desde sempre que fora criticado como presidente do PSD. Não entendo o porquê deste vestir da camisola da desistência. Sim, ele afirma que vai cumprir as suas responsabilidades até 24 de Maio - dia das eleições directas. Muito embora já tenha apresentado a demissão. Nunca acreditei num Luís Filipe Menezes primeiro-ministro. Falta-lhe perfil. Quiçá me surpreenderia?...

O que é certo é que a "declaração de guerra" de Aguiar Branco não me parece ser justificativa para a decisão de Menezes. E agora, que será das suas "Menezetes" (como chamou um jornal às suas assessoras)? "Menezes continua, S. Bento será tua!"

Mais um líder do PSD esmagado por um fenómeno que se vai passando no interior do partido e que ainda não sei qual é. Quem será o senhor que se segue? Enquanto isso, Menezes vai continuar a suspirar por um Portugal aos seus pés.