quarta-feira, 18 de junho de 2008

Chefes destes...


Existe um certo discurso "tipo" entre alguma ou mesmo toda a classe patronal. O discurso do "Quem está mal, muda-se". Simples e eficaz. O trabalhador nunca é obrigado a nada, a empresa é cumpridora e rege-se pelas leis do Código do Trabalho vigente. Isto, é claro, aos olhos de quem está de fora. Porque, na realidade dos factos, no interior de cada "nicho" laboral, há sempre conflitos intermináveis entre patrões e funcionários. Os "chefes" fazem-se valer dos galões para mandar a seu bel prazer. Tomam as atitudes que bem entendem para com os trabalhadores, exigem, exigem, exigem sem que da outra parte da trincheira também se possam fazer ouvir e concretizar reivindicações. Chefes destes, poderia eu dizer, "dispenso"... Mas, infelizmente, tenho que me submeter aos mandos e desmandos e às injustiças diárias a que assisto diariamente no local de trabalho. Afinal, ainda não ganhei coragem para a tal mudança do discurso.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Temo uma guerra civil


Já nem sei onde isto começou. Acho que nem em meados do século XIX quando se iniciou o uso do petróleo como nova fonte de energia. Mas sei qua a Humanidade não se está a adaptar à possibilidade de o crude acabar. À falta de alternativas, sobram lutas sectárias, violência e confusão nas ruas. Foram os pescadores, são os agricultores, agora os camionistas... todos reclamam medidas do Governo ou apoios. Motivo: a alta desenfreada do preço do petróleo. Poderá o Executivo tomar medidas sustentáveis e que, a longo prazo, não deixem o nosso psís ainda mais debilitado economicamente? Hoje ouvi um camionista dizer que se nada for feito haverá uma guerra civil. Uma ideia que já assolou o meu pensamento. Afinal, porque continuará Portugal a ser um cantinho pacífico "à beira-mar plantado"? Não vejo respostas, de parte alguma, só reivindicações... e os bens de primeira necessidade a escassear. Também já não há combustíveis para abastecer o automóvel. Espero que este caminho nubloso siga para bom porto (embora nem eu própria acredite na concretização deste desejo).

Aos chatos (ou do inglês "pain in the ass")


... comam All Bran!
(há dias assim, em que a paciência escasseia e as irritações externas abundam)

domingo, 1 de junho de 2008

Mais uma estrela no céu?


Pelo caminhos e pelos vícios nefastos que leva, a Amy Winehouse não vaticinam grande futuro. É uma execelente cantora, com uma voz poderosa e invulgar, reconhecida mundialmente... Tem todos os ingredientes para continuar a ser uma estrela no mundo da música. Mas parece que quer tonar-se em mais uma estrelinha no céu, privando-nos do seu talento. O alcoolismo, a toxicodependência, a recusar em se tratar - que lhe são apontados - leva-me também a pensar que podemos perder Amy Winehouse.

O voo de Ferreira Leite


Depois de se decidir em avançar para as directas do PSD, depois de levar vantagem durante a campanha, depois de vencer as eleições e tornar-se a primeira mulher a liderar o Partido Social Democrata, que se seguirá na vida política de Manuela Ferreira Leite? Conseguirá ela dar um salto ainda maior e resistir à desfragmentação que vive o PSD? Conseguirá sobreviver, intacta no lugar do líder, até às eleições governativas de 2009? Conseguirá ela "atirar-se" a José Sócrates (como quem se atira às feras) e roubar-lhe, legitimamente, o cargo de primeiro-ministro? Concretizados todos estes desideratos, continuará Ferreira Leite com a obsessão do défice? Preocupo-me. Talvez falte ao governo de Portugal a sensibilidade feminina mas não o carácter duro e frio desta senhora. No combate Sócrates vs Ferreira Leite, quem ficará "ko"? Ou teremos de ser nós, portugueses, a atirar a toalha ao chão e desistir do nosso país?...

Grande lata!...


A Galp, tentando minorizar os efeitos do boicote aos combustíveis das distribuidoras portuguesas (marcado para estes primeiros dias de Junho), decidiu dar uma esmola aos clientes. Se não é esmola é um sedativo para que nos esqueçamos dos constantes aumentos no preço do gasóleo e gasolina nos últimos tempos!... Dia 30 de Maio, ao final do dia, soube-se da excelente notícia que é a descida em um cêntimo nos custos por litro dos combustíveis da Galp. É de louvar esta medida desinteressada, que nada terá a ver com o boicote. Pena que na próxima semana, o mais tardar até meio do mês, a distribuidora volte a aumentar os preços. Mas atenção: a subir nunca será em um cêntimo, no mínimo dois, ou três... porque não 10?!? Isto é, juntar-se-iam todos os aumentos de Junho e Julho de uma só vez. Talvez os portugueses não se sentissem tão ludibriados...

domingo, 25 de maio de 2008

Festival de vaidades


Confesso que já não acompanhava a votação final do Festival Eurovisão da Canção há alguns anos mas este sábado decidi fazê-lo, não só por nacionalismo, mas porque achei que a nossa canção tinha muito potencial. Para mim, era mesmo a mais bonita e a única que me arrepiou. O que não me causou arrepio foram as votações. Antes me indignaram! Os vizinhos votaram nos vizinhos e Portugal, pobre coitado, como só faz fronteira com a Espanha, nunca poderia esperar altos voos com estes favores de "boa vizinhança". Depois há a questão das comunidades imigrantes. Estou a imaginar os ucranianos no nosso país a gastarem o salário de uma semana para darem pontuação à bela cantora das longas pernas. De resto, diga-se, isto pareceu mais um festival de vaidades do que um festival da canção. Era ver qual a cansonetista em melhor forma física, com as melhores curvas, olhos e cabelos e, sobretudo, com a saia mais curta! Só por aí, a nossa Vânia Fernandes perdeu pontos, porque fugiu ao padrão e apresentou "apenas" a sua voz arrebatadora. A nossa "Senhora do Mar" ficou-se pelo 13º lugar, com 69 pontos. Veja-se quem mais pontuou Portugal: Andorra (10 pontos), Suíça (10), França (8) e Espanha (8). Por tudo isto, sinto-me triste com este embuste que é actualmente o Festival Eurovisão da Canção.