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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Afinal, fico


Primeiro falou sem pensar. Depois, pensou e refez o discurso. A bem dizer, nem com todo o pensamento positivo - de resto, que lhe faltou durante os Jogos Olímpicos de Pequim - Vicente Moura conseguirá apagar a imagem que deu de si próprio. De um homem precipitado que, antes das Olimpíadas terminarem, já antevia uma péssima prestação portuguesa. Em semelhante conjuntura não estava disposto a avançar com a re-candidatura à presidência do Comité Olímpico Português (COP). Mas o Ouro de Nélson Évora foi miraculoso para Vicente Moura. Não o milagre das rosas mas o milagre do triplo salto. Nestas circunstâncias, afinal, já admite continuar no COP. Porque aquela recusa em se candidatar não era uma demissão! Não! Era uma espécie de "toma lá a batata quente". Ora, se a batata arrefeceu, porquê passá-la? [E entregar os louros a outros, digo eu...]

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Obikwelu deu o mote


Têm acontecido em catadupa as demissões/desistências/abandonos. Até parece que todos esperavam que Francis Obikwelu desse o mote... (Estou obviamente a gracejar!) Mas eis ao que me refiro: no fim-de-semana, o "nosso" Obikwelu anunciou que vai abandonar o atletismo profissional - por ter perdido a oportunidade de trincar mais uma medalha olímpica e perder mais um dente?. Adiante. Hoje, 3ª feira, Gustavo Lima segue-lhe os passos. O velejador ficou em quarto na Regata das Medalhas, em Pequim, e decidiu deixar a Vela porque não se sente apoiado. Não só pelos patrocinadores, leia-se, mas sobretudo pelo povo português. Também hoje, surge a notícia de que Vicente Moura não se recandidata a novo mandato no Comité Olímico Português (o que pode ser um bom presságio, se este senhor for um segundo Gilberto Madaíl). Ainda no mundo do desporto, temos um Jaime Pacheco chutado para canto no Boavista. Demitiu-se ou foi demitido, não percebi completamente. (Se bem que nestas coisas, apesar de serem todos muito amigos, a verdade é que alguém apunhala pelas costas primeiro...) Fugindo da esfera desportiva, passando ao mundo, o Mushy (diminutivo carinhoso para Pervez Musharraf) abdica da cadeira de presidente do Paquistão. Hummm... tenho dúvidas... ou se trata de uma estratégia ou vai colocar no lugar alguém da sua estrita confiança e que possa manipular - de resto, tal como Putin está a fazer com Medvedev, na Rússia.

sábado, 24 de maio de 2008

Quem Quer Flores?


Ou será antes Quique Flores o nome do novo treinador do Benfica? Parece-me é que para as bandas da Luz não se querem flores mas antes resultados e títulos. Luís Filipe Vieira frisou a acentuação aportuguesada na apresentação do técnico: "Quiq Flores". É mais uma flor no clube encarnado, digo eu... Sem querer agoirar, oxalá não se revele um cardo.

Cheira a... futebol


Pois é, para os que apreciam e para os que nem tanto, começa a cheirar ao jogo da bola. Ainda não cheira mal, vá lá... Na eminência do Euro 2008 (e parece que foi há dois dias o Euro 2004!), já muito se fala na Selecção nacional. Chegámos ao ponto de na passada 6ª feira os jornais da noite da RTP e da SIC abrirem com a relevante (?!?) chegada de Cristiano Ronaldo ao nosso país. Devia ser isso mesmo que a esmagadora maioria da população ansiava saber naquele início de noite. Muito mais futebol aí virá. Mas porque sou nacionalista, força Portugal!

sábado, 10 de maio de 2008

Pinto da Costa suspenso


Na sequência do processo desportivo Apito Final - nunca ouvi falar de tal coisa até há três dias atrás! (só conhecia o processo judicial Apito Dourado) - o presidente do Futebol Clube do Porto (FCP) foi condenado pela Comissão Disciplinar da Liga a dois anos de suspensão, enquanto dirigente desportivo. Confesso que não sei o que significa esta suspensão... Deixa de ser presidente do FCP? Relega essa função para um "testa-de-ferro"? Continua presidente mas sem poder comparecer aos jogos do "glorioso" e sem poder prestar declarações públicas? A minha dúvida permanece até que alguém ou algo me explique. Por ora, ponho a minha imaginação a funcionar e antevejo um Pinto da Costa suspenso ao longo de dois anos mas na verdadeira acepção da palavra. Ou seja, o senhor suspenso numa corda, por exemplo... forçado a assistir aos jogos do FCP suspenso no helicóptero... enfim, um sem número de imagens brotam na minha cabeça. Alguém me "expilica"???

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Craque da bola ou escravo da moda?



Viva a democracia, a liberdade, a auto-determinação e o livre arbítrio, sem dúvida! Todos os dias fazemos escolhas, é um processo quase do subconsciente. Mas viva também a liberdade de opinião! Todo este prelúdio serve para lançar algumas farpas a um menino do futebol. Menino que mais parece uma menina (digo eu), a avaliar pela atenção que dá à sua agora vasta cabeleira. Que se passa afinal com o Miguel Veloso? Não passará mais tempo de escova na mão, secador e gel do que com a bola nos pés? Não estará a confundir a relva dos estádios com outra coisa? Talvez com a "passerelle" ou com uma sessão fotográfica para produtos capilares... Sim, porque isto da moda dá para todos os gostos. Ainda assim, não associo aquela imagem a qualquer produto vendável, nem sequer a tintas para cabelo. Mais parece um ouriço - isso sim - que resolveu passar a sua tonalidade de escuro para claro. Estará o neurónio do Veloso a ficar, também ele, louro? Se ele é um jovem de convicções fortes - como demonstra esta sua frase "Não faço tenções de me casar nem no próximo Verão, nem nunca" - é melhor que aprenda que nunca se diz nunca (salvo nesta excepção). Mas, também, nunca se sai à rua com este cabelo, meu querido!

terça-feira, 11 de março de 2008

"Apito Molhado"???

Sempre me pareceu que este caso judicial acabará por meter água, ou melhor, ficará tudo em "águas de bacalhau", para usar uma expressão popular. Os indícios já existem, senão veja-se pela notícia que saiu no site "PortugalDiário" de hoje:

"O início da sessão desta terça-feira do julgamento do caso Apito Dourado, a decorrer no Tribunal de Gondomar, foi atrasado devido à queda de chuva dentro da sala de audiências. A mesa do juiz da sala de audiências, onde habitualmente decorre este julgamento, tinha hoje três baldes azuis, «estrategicamente colocados» para suster a água que cai do tecto."

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Esta coisa do futebol...


... vai para além da minha compreensão. Como é possível que o alegadao "desporto-rei" ocupe tanto espaço noticioso nos órgãos de comunicação social do nosso país? Será aceitácel que um noticiário televisivo de um canal generalista dedique 20% do seu tempo a falar de futebol? Bom, em dias supostamente especiais - em que todas as pessoas menos eu devem andar eufóricas com um jogo da Selecção, ou da Taça, ou da "Champions" - essa percentagem é bem mais alargada. Fazem-se directos com o Zé Povinho a opinar. A fazer antevisões que, afinal, "só depois do jogo", segundo o jargão. Todos temos direito à opinião, mas nem todas as ideias são merecedoras de espaço público de divulgação. Em dias calmos para a nação, lá vêm as notícias sobre as sessões de trabalho. Afinal, que interessa saber que o treino de hoje do Benfica foi igual aos de todos os outros dias, com a diferença de que o atleta A teve uma lesão no dedo mindinho e o que o jogador B esteve ausente com gripe?!? Se o futebol interessa assim tanto aos portugueses não sei; admito que a mim não me move minimamente. Se é entretenimento, é. Para muitos será um bom espectáculo de ser ver. Mas, então, porque ocupa tanto espaço na informação? Devemos confundir entretenimento com informação?!? Parece-me que a resposta à questão fulcral é simples e deixo-a numa expressão pouco ortodoxa: o futebol serve muitas vezes para "encher chouriços".